06/11/2009

Serviço Apoio Domiciliário e Serviço Apoio Domiciliário Integrado

São serviços financiados pelos Centros Distritais de Solidariedade e Segurança Social em articulação com a Administração Regional de Saúde/Centros de Saúde.
O Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) é uma resposta social que consiste na prestação de cuidados individualizados e personalizados no domicílio, a indivíduos e famílias que, por motivo de doença, deficiência ou outro impedimento, não podem assegurar temporária ou permanentemente, a satisfação das suas necessidades básicas e/ou as actividades da vida diária.
Objectivos gerais
- Contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos e famílias;
- Retardar ou evitar a institucionalização.

Objectivos específicos
- Assegurar aos indivíduos e famílias a satisfação das necessidades básicas;
- Prestar cuidados de ordem física e apoio psico-social aos indivíduos e famílias, de modo a contribuir para o seu equilíbrio e bem-estar;
- Colaborar na prestação de cuidados de saúde.

O Apoio Domiciliário Integrado (ADI), existente em algumas estruturas da Cruz Vermelha Portuguesa, é um serviço prestado no domicílio que se concretiza através de um conjunto de acções e cuidados pluridisciplinares, flexíveis, abrangentes, acessíveis e articulados, de apoio social e de saúde. Assegura, sobretudo, a prestação de cuidados de enfermagem e médicos de natureza preventiva, curativa e outros, e a prestação de apoio social indispensável à satisfação das necessidades básicas humanas.O Apoio Domiciliário, quer tomemos ou não em consideração a vertente do Apoio Domiciliário Integrado, é neste momento uma área de actividade em franca expansão que, ao responder às necessidades crescentes decorrentes do envelhecimento da população, permite ir ao encontro dos anseios dos idosos no prolongamento de uma vida autónoma e não institucionalizada.

Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social



Apesar de a União Europeia ser uma das regiões mais ricas do mundo, 17% da sua população não tem os meios necessários para satisfazer as suas necessidades mais básicas.
A pobreza é normalmente associada aos países em vias de desenvolvimento nos quais a subnutrição, a fome e a falta de água limpa e potável são desafios quotidianos. Contudo, a Europa também é afectada pela pobreza e pela exclusão social, onde apesar de estes problemas poderem não ser tão gritantes, são ainda assim inaceitáveis. A pobreza e a exclusão de um indivíduo implicam o empobrecimento de toda a sociedade. A Europa só pode ser forte se utilizar ao máximo o potencial de cada um dos seus cidadãos.
Não há nenhuma solução milagrosa para acabar com a pobreza e com a exclusão social mas uma coisa é certa: não podemos vencer esta batalha sem si. É tempo de renovarmos o nosso compromisso para com a solidariedade, justiça social e maior inclusão. Chegou o momento do Ano Europeu Contra a Pobreza e a Exclusão Social.
Um valor fundamental da União Europeia é a solidariedade, particularmente importante em tempos de crise. A palavra “União” diz tudo – enfrentamos juntos a crise económica e é esta solidariedade que nos protege a todos.


Aqui ficam algumas das coisas que iremos fazer juntos:

Encorajar a participação e o compromisso político de todos os segmentos da sociedade para participarem na luta contra a pobreza e a exclusão social, desde o nível europeu ao nível local, no sector público e no privado;
Motivar todos os cidadãos europeus a participarem na luta contra a pobreza e a exclusão social;
Dar voz às preocupações e necessidades de todos quanto atravessam situações de pobreza e de exclusão social;
Dar a mão a organizações da sociedade civil e a ONG na área da luta contra a pobreza e a exclusão social;
Ajudar a derrubar os estereótipos e a estigmatização da pobreza e da exclusão social;
Fomentar uma sociedade que garanta a qualidade de vida, o bem-estar social e a igualdade de oportunidades para todos;

Reforçar a solidariedade entre gerações e garantir o desenvolvimento sustentável.

SIC Esperança leva música para a Associação Alzheimer Portugal


A parceria entre a SIC Esperança e o Hard Rock Café Lisboa, no âmbito do evento March on Stage, permitiu a implementação de um projecto de musicoterapia para os utentes da Associação Alzheimer Portugal. A Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer (APFADA), desde o seu inicio que privilegiou o desenvolvimento de acções que contribuam não só para melhorar a qualidade de vida dos utentes, como também para a mudança de atitudes face a estes indivíduos. Dada a importância da musica no desenvolvimento humano destes doente, e com a verba do Hard Rock Café Lisboa, a SIC Esperança implementou um projecto de musicoterapia transversal a todos os serviços de associação, que consiste essencialmente na realização de sessões de musicoterapia 3 vezes por semana, bem como a aquisição de material para o centro de dia e serviço domiciliário. Um projecto que irá permitir não só diversificação das actividades, bem como estimulação de capacidades cognitivas e promoção da socialização.

“Sorrir não tem idade – Aprender e conviver”


A problemática da solidão e da dependência foi abordada pela SIC Esperança através do projecto “Sorrir não tem idade”.Como é sabido, a população portuguesa está a envelhecer; de momento existem no nosso país cerca de 1.600.00 de idosos que representam aproximadamente 15% da população, uma percentagem com tendência a aumentar nos próximos anos.
O projecto “Sorrir não tem idade – Aprender e conviver” foi desenvolvido através de uma parceria entre a SIC Esperança e a Universidade Sénior de Almeirim. Teve como objectivo principal unir todas as Universidades/ Academias de terceira idade existentes em Portugal através de uma rede, a RUTI´s – Rede de Universidades de Terceira Idade –
http://www.rutis.org/.

O projecto passou por três fases:

1 - Criou uma rede nacional que uniu as Universidades de terceira idade existentes de forma a: Ser um ponto de encontro e de troca de experiências Ser um pólo dinamizador de actividades para os séniores Ser um factor de divulgação e informação Promover o voluntariado

2 - Estimulou a criação de mais Universidades de terceira idade (UTIs) em todo o país, fornecendo o conhecimento necessário e acolhimento. Das 83 universidades aderentes à RUTIS, mais de 20 foram criadas já com intervenção da RUTIS e da SIC Esperança.

3 – Divulgou a existência desta proposta social e promoveu a sua utilização junto da população.
Por fim, houve uma implementação da rede de Internet nas universidades de terceira idade aderentes do projecto RUTIS, cuja mensalidade ficou, durante um ano, a cargo da Portugal Telecom.

Parceiros:

AMBAR, CTTPT, Blockbuster,Valentim de Carvalho, BP

SIC Esperança beneficia Lar no Funchal



A parceria realizada entre o BANIF e a SIC Esperança, permitiu ao Lar de Santa Isabel no Funchal, adquirir uma carrinha para o transporte dos seus utentes.
Para tal, a SIC Esperança contribuiu com a verba de € 26.181,45 para a compra de uma Toyota Hiace de 9 lugares, possibilitando assim maior conforto e mobilidade aos utentes do Lar.

Tempo Para Dar - Uma parceria SIC Esperança e Delta Cafés



Cada vez mais, fruto de uma sociedade industrializada e adaptada aos mais jovens e ao seu poder de inovação, a solidão na terceira idade é um problema que se aprofunda diariamente.
Um maior cuidado e apoio para com os idosos e, um envelhecimento activo e não passivo e marginalizado, são combates diários que permitem atenuar o sentimento de isolamento, promovendo uma melhoria no bem-estar, nos últimos anos de vida.
Tempo para Dar é um projecto conjunto entre a SIC Esperança e a Delta. O objectivo é angariar verbas para aplicar em projectos concretos e estruturantes, que abordam a questão da solidão na terceira idade, preocupação esta que se insere na temática anual da SIC Esperança, a inclusão social. A valorização e a inclusão do idoso parece ser ainda um longo caminho a percorrer, pelo que para a SIC Esperança é fundamental contribuir e estimular pequenos gestos de inclusão, que de alguma forma contribuam e alertem para a construção de uma nova sociedade, mais tolerante, mais justa e menos marginalizada.
Para ajudar, basta comprar no supermercado mais próximo de si o Lote de Chávena Tempo para Dar da Delta Cafés, e está de imediato a contribuir com um donativo para o projecto. Toda a verba angariada por esta causa será aplicada em instituições locais de forma a dar abrangência nacional, que contribuam para um mundo mais risonho na terceira idade.
As nossas atitudes de hoje serão o reflexo de amanhã, e um dia chegará a sua vez! Esteja atento a esta causa, e ajude-nos a combater a solidão.

04/11/2009

(in jornal da Madeira - 4.11.09)
O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, divulgou ontem o Plano Regional para Pessoas Sem-Abrigo que tem por objectivo a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida de quem vive nas ruas. Neste momento, existem 60 sem-abrigo, sendo que 47 não têm tecto e 13 pernoitam no alojamento temporário. Até 2011, terão de estar no terreno 37 medidas, uma das quais a monitorização de cada caso.
O Centro de Segurança Social da Madeira (CSSM) identificou na Região 60 pessoas que vivem em condições de sem-abrigo. O número foi ontem avançado pelo secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, durante a sessão de abertura do III Forum Comunitário - Contributos para Pessoas Sem-Abrigo, que ontem decorreu no auditório do CSSM. Esta foi uma ocasião aproveitada para a apresentação do novo Plano Regional para Pessoas Sem-Abrigo (PRPSA) 2009-2011, que tem como principal estratégia a promoção da inclusão social das pessoas que vivem nas ruas e a melhoria da sua qualidade de vida.
Jardim Ramos disse que com a elaboração deste documento fica cumprido «uma das medidas sociais mais importantes que estão traçadas no programa de Governo Regional da Madeira para o mandato 2007-2011». Este foi um documento aprovado na passada quinta-feira em Conselho de Governo.
Assente em três eixos fundamentais, como a Informação, Sensibilização e Prevenção; a Qualificação da Intervenção e por fim os Serviços e Respostas, este Plano será implementado no terreno em 37 medidas estratégicas.
Ontem perante uma plateia repleta de profissionais da área social, Jardim Ramos explicou que o documento fundamenta-se numa caracterização exaustiva de cada ser humano, sem-abrigo, e que prevê a sua monitorização anual a partir de uma avaliação qualitativa e quantitativa, que nos permitirá trabalhar cada pessoa, sem nos limitarmos a encará-las apenas como um número ou um dado estatístico».
Neste momento, «estão identificadas 47 pessoas em situação de sem tecto e 13 em situação sem casa, sendo que estes últimos pernoitam no acolhimento temporário». Em relação aos indivíduos sem tecto, estes costumam pernoitar nas ruas circundantes ao Mercado dos Lavradores, junto ao Edifício 2000 e Rua Dr. Fernão de Ornelas.
Com este instrumento de intervenção, os serviços do CSSM e as próprias instituições de solidariedade irão aproximar-se mais destas pessoas, conhecendo as suas problemáticas, ajudando-os a sair das ruas e construindo um projecto de vida para cada um. Para que tudo isto funcione, «há que apostar numa abordagem mais participativa e multi-sectorial, por isso o PRPSA prevê a integração, concertação e responsabilização partilhada entre os vários organismos públicos e privados», explicou.
Para o secretário regional, este trabalho abre portas a uma intervenção mais rigorosa e ajustada à realidade madeirense «no combate nunca acabado a uma das mais sérias formas de exclusão social». E a realidade é complexa, sendo que as razões para viver na rua passam pelo desemprego, alcoolismo, toxicodependência, conflitos familiares ou doenças mentais. Daí que a intervenção dos profissionais junto dos indivíduos sem casa terá de ser multi-sectorial, como defendeu ontem Jardim Ramos.
No final, o secretário regional fez ainda um apelo para que os profissionais da área social continuem empenhados, porque a intervenção social, a luta contra a pobreza e a exclusão social são matérias que não dispensam o envolvimento e a mobilização de todos os parceiros sociais.

O Plano Regional para Pessoas Sem-Abrigo 2009-2011, ontem apresentado, será monitorizado pelo Centro de Segurança Social da Madeira e avaliado nas reuniões trimestrais com os parceiros, porque as situações de sem-abrigo estão sempre a oscilar. Actualmente, dos 60 indivíduos que vivem na rua, 47 são sem tecto e 13 pernoitam no alojamento. Quanto ao género, 52 são homens e oito são mulheres. No que concerne à faixa etária, a maioria, 22, fixa-se entre os 36 e os 45 anos. Em 2008, houve 17 novos casos de pessoas sem-abrigo. A grande maioria dos sem-abrigo não tem formação, sendo que oito não sabem ler, nem escrever e 34 têm apenas o primeiro ciclo. Quanto à situação económica dos sem-abrigo, 52 estão desempregados, sete são pensionistas e apenas um trabalha. O alcoolismo e o desajustamento psicossocial são as principais problemáticas de aúde destas pessoas.

Educadora social e enfermeira dão apoio
O Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, C.A.S.A, costuma distribuir cerca de 55 refeições por noite, à porta da Igreja do Carmo, no Funchal. A responsável por este Centro, Naidea Nunes, explicou que uma unidade hoteleira fornece a comida e, após o bufete, pelas 22 horas, são distribuídas as refeições. Além disso, os sem-abrigo pedem, por vezes, medicamentos, roupa, calçado, cobertores e artigos de higiene «e de uma maneira ou de outra tentamos ajudar». Neste momento, o Centro dispõe de uma educadora social e de uma enfermeira que estão a acompanhar estas pessoas na questão da saúde e competências sociais. Sobre o Plano, aquela responsável considera que «vem na altura certa, porque agora há maturidade para articular as experiências, para partilhar e cooperar e é um excelente trabalho da Segurança Social», concluiu Naidea Nunes.

Convencer as pessoas a sair da rua será árduo, mas tem de ser feito
Mais alojamento para o próximo ano

Plano Regional para Pessoas Sem-Abrigo 2009-2011 contempla três eixos fundamentais para a intervenção na problemática dos sem-abrigo. O primeiro, Informação, Sensibilização e Prevenção, engloba medidas que visam a identificação e prevenção de situações de risco. Neste sentido, será feito um levantamento e caracterização das pessoas sem-abrigo na Madeira, de forma a adequar as respostas sociais de todos os parceiros. O segundo eixo incide na Qualificação da Intervenção e prevê-se a articulação institucional e a criação de instrumentos de trabalho, como a monitorização comum a todos os parceiros. Formar técnicos e capacitar os profissionais da área da saúde para actuarem com esta população.
O terceiro segmento será o mais visível para os sem-abrigo já que assenta nos Serviços e Respostas para estas pessoas. De entre muitas medidas, destaca-se a criação de bolsa de alojamento local para situações de desinstitucionalização. Actualmente, o alojamento temporário tem 16 camas, que serão aumentadas para 50 aquando da conclusão do centro da Associação Protectora dos Pobres, para o próximo ano. No entanto, um dos trabalhos mais difíceis é o de convencer estas pessoas a sair da rua, mas Jardim Ramos afirma que «o trabalho será árduo, mas não tentar seria bem pior». Integração em habitação social; identificar novas situações de pessoas sem-abrigo através das equipas de rua; segurança; alimentação; serviços de higiene e de saúde; criar um atelier ocupacional onde 60% dos utentes da Associação dos Pobres podem participar e criar um espaço de prevenção de exclusão social são outras das medidas que vão para o terreno já este ano. Mas o Plano prevê também um acompanhamento psicossocial dos sem-abrigo, a criação de um clube de emprego e a dinamização de cursos e formação de adultos.